Encruzilhadas

Assisti no sábado passado à última actuação dos Boémia na formação que me habituei a ver e a admirar. De facto o Rogério Charraz abandonou o grupo para se dedicar a outros projectos musicais. Entre a compreensão pela vontade de enveredar por novos caminhos e a pena que sinto pela sua saída – habituei-me a vê-los como um todo e a falta de um vai inevitavelmente mudar as características do grupo – não sei bem para que lado penda. Uma coisa é certa, ao longo destes meses habituei-me a gostar e respeitar todos eles quer como músicos quer como pessoas. E isso não vai mudar. Tenciono continuar a acompanhá-los nas suas carreiras musicais e em encontros de amigos que, de certeza, vão acontecer. Assim como lhes desejo a todos o maior sucesso. Ficam aqui umas fotos do grupo base bem como a letra duma música que quer eu quer a Fernanda sempre mais gostámos de os ouvir interpretar (desculpem lá não ser do Fausto…).

Rogério Oliveira

Rogério Charraz

Marco

Inquietação

A contas com o bem que tu me fazes
A contas com o mal por que passei
Com tantas guerras que travei
Já não sei fazer as pazes

São flores aos milhões entre ruínas
Meu peito feito campo de batalha
Cada alvorada que me ensinas
Oiro em pó que o vento espalha

Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Ensinas-me fazer tantas perguntas
Na volta das respostas que eu trazia
Quantas promessas eu faria
Se as cumprisse todas juntas

Não largues esta mão no torvelinho
Pois falta sempre pouco para chegar
Eu não meti o barco ao mar
Pra ficar pelo caminho

Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Mas sei
É que não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê, não sei
Mas sei
Que essa coisa é que é linda

José Mário Branco

Páginas: Os Boémia

~ by Dionisio Leitão on February 5, 2007.

 
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