Rogério Charraz #1

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O Rogério Charraz estreou-se no RibeirArte com a sua nova formação no passado sábado, dia 24. Apesar de continuar inquieto… (enfim, as razões apresentadas foram de peso, estás desculpado), gostei muito e aqui ficam algumas fotos e um poema lindo de Manuela de Freitas, musicado como só o José Mário Branco sabe, e que o Rogério dedicou a alguém muito especial.

Quando eu for grande (carta aos meus netos)

Quando eu for grande quero ser
Um bichinho pequenino
P’ra me poder aquecer
Na mão de qualquer menino

Quando eu for grande quero ser
Mais pequeno que uma noz
P’ra tudo o que eu sou caber
Na mão de qualquer de vós

Quando eu for grande quero ser
Uma laje de granito
Tudo em mim se pode erguer
Quando me pisam não grito

Quando eu for grande quero ser
Uma pedra do asfalto
O que lá estou a fazer
Só se nota quando falto

Quando eu for grande quero ser
Ponte de uma a outra margem
Para unir sem escolher
E servir só de passagem

Quando eu for grande quero ser
Como o rio dessa ponte
Nunca parar de correr
Sem nunca esquecer a fonte

Quando eu for grande quero ter
O tamanho que não tenho
P’ra nunca deixar de ser
Do meu exacto tamanho

Manuela de Freitas, José Mário Branco

Páginas: Rogério Charraz, Do Espectáculo

~ by Dionisio Leitão on February 27, 2007.

 
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